em 4.12.2010
Raul Bastos, Toninho, Armindo, Adhemar, Realindo e Olivier
Como eu já disse em outros textos, a minha relação com o Raul Bastos teve inicio quando comecei a trabalhar na Folha, isto há 50 anos. Primeiro nesse jornal, onde eu o substitui, e depois no Estadão para onde ele me levou em 1967, como datilografo recepcionista de noticiário pelo telefone. Função que deixei poucos meses depois, quando fui levado para a Reportagem pelo Clovis Rossi.
Pois bem, o que vou relatar agora demonstra a visão do profissional Raul Bastos. Foi ele quem deu a estrutura profissional à rede de correspondentes do O Estado de S. Paulo. Criou profissionais que hoje se destacam em qualquer grande órgão da imprensa nacional. Tínhamos um representante em cada município paulista, atuantes, uma verdadeira rede de informações.
Um dia o Raul me chamou e pediu (creio que pediu para outros jornalistas também) para que eu fizesse uma espécie de manual que seria distribuído para esses correspondentes. Queria aproveitar a minha experiência de repórter nos dois maiores jornais do País. Na minha cabeça, veio a idéia de fazer não um manual de redação,que falasse da língua portuguesa, mas sim, uma espécie “cartilha” sobre como conseguir boas informações e transforma-las em noticias. Uma apostila para os correspondentes.
Raul já queria, no final da década de 60, dar uniformidade à rede de correspondentes do Estadão. E conseguiu.
Quando o Raul saiu do Estadão, já tinha preparado para a chefia dos correspondentes o Adhemar Oricchio, que manteve esse grupo excepcional de jornalistas interioranos unidos e antenados com tudo que é notícia. No Estadão, a rede de correspondentes foi desfeita, o que é uma pena. Mas esses jornalistas continuam atuando no nosso Interior.
Não sei se o meu trabalho foi usado, mas ter sido indicado para escrevê-lo, foi, para mim, uma honra.
(Escrito por Wanderlei Midei - 18/12/2008)
Em pé: José Rodrigues, Lurdinha, Realindo, Veranice, Adhemar Oricchio, Mariangela, Renato Alves, Ana Saes, Ione, Maria Catarina, Mary, Luiz Carlos, Aninha Purcchio, Mônica Paula e Zilda.
Agachados: Wanderlei Midei, Rodolfo Espínola, Galeno Amorim, Arthur, Brás Henrique (Cidinho Peripato), Maria Laura, Jocelin Machado, Manoel Martins, a pequena Bárbara e Antônio José do Carmo. Não estão na foto mas recebem nossas homenagens, o Olivier Vianna e o Raul Bastos.
Acabo de chegar do encontro dos jornalistas que trabalharam no Estadão, realizada neste fim-de-semana, em Ribeirão Preto.
Antes quero acrescentar algo a um pedido do Renato Alves, sobre uma palavra que signficasse amigo, em homenagem ao Nonino, que aniversariava no sábado. Todos esqueceram da palavra CORRESPONDENTE. No verdadeiro sentido, que se corresponde, que é igual, semelhante. É o que aquele pessoal que se reúne há 29 anos, às suas custas, é.
Me diverti muito nestes dois pra tr~es dias. Ri com a gozações do Renato; com o bingo faltando números; fiquei feliz em ver o Raul rever amigos que não encontrava há trinta anos, e tendo disposição para ouvir todas as histórias que ele, com certeza, viveu intensamente. E participando de tudo. Até no bingo, onde fomos derrotados pela sorte; o Rodolfo Espínola, que veio de Fortaleza (o encontro agora já é inter-estadual) relatando detalhadamente suas pesquisas sobre o descobrimento do Brasil; a Aninha explicando que tinha faltado à sua exibição da dança do ventre; o Realindo contando suas histórias e prometendo enviar mais para o meu blog; o Luiz Carlos, com seu olhar cismado, cantando aos números do bingo; o Adhemar, ao lado da esposa, filha e netas, orgulhoso de ver a turma toda ali, reunida; Ione preocupada com o que fazer com os três pinguis que ganhou no bingo (será que terá de comprar três geladeiras novas?); o Manoel permanentemente ao lado da filhota; Mary recém aniversariante, que chegou até a quase propor que o próximo encontro seja durante uma excursão; Mônica, Zilda, Ana Paens, esta, minha parceira por algumas horas de dança; Galeno que me forçou a dar autógrafos (grrrrrrrrrr), Toninho que teve, talvez a sua noite mais inusitada, dormindo no banheiro; Brás preocupado com os dois quilos que ganhou no sábado (aliás, acho que foi o único que reclagou do que ganhou....rs) O Nonino, aniversariante, que nos presentou com a bela voz da filha; O Zé Rodrigues companheiro de sempre, fazendo concorrência comigo no Terraço. Tomei mais coca-cola que as cervejas que ele tomou...E sua esposa que, vendo minhas dificuldades em acertar alguma coisa na tábua de frios, me fez alguns sanduíches que salvaram meu apetite...
Tomei porres de musica popular brasileira da boa, sexta, sábado e domingo; chopp no pingüim, uísque no restaurante e cerveja no churrasco. Ai, na noite de sábado, no Terraço, só coca-cola; Adorei a camiseta G que ficou colada no meu corpo. Ou a barriga cresceu, ou o G era de Taiwam, nome também do bom hotel que nos hospedou; gostei das recepcionistas do hotel. Super atenciosas... Mas como tenho medo de tudo que se refere a Taiwam (sou assíduo freqüentador da 25 de março...) sabe como é... Lamento ter tirado o Renato do almoço de domingo porque meu ônibus ia sair e eu não teria tempo para almoçar; peço desculpas à Ana Paens por ter sido ríspido quando, ela insistindo que eu deveria almoçar e eu insistindo que não iria...
Bem, amigos, realmente foi um prazer imenso ter participado do encontro. Sugiro para vocês o seguinte. Façam como eu, deixem de participar de alguns encontros para ver como as pessoas mudam fisicamente. Mas como continuam as mesmas internamente...
Mais um pedido de desculpas. O Interior é maravilhoso. Mas, eu, como velho bandeirante, quase chorei de emoção ao ver o Pico do Jaraguá, sinal de que a minha São Paulo de Piratininga estava próxima. Os prédios cercando a rodovia; a marginal com trafego igualzinho aos dos dias de seman; a rodoviária do Tiete com um formigueiro de gente batendo bolsas nas costas da gente. ESTAVA EM SAMPAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!. E torcendo para chegar logo o próximo encontro e eu poder comparecer. Mas, como meu filho diz, um ano passara rápido pai, e eu repito, passa para voce. Mas mim, hoje, um ano tem exatamente 365 longos dias. Mas ele termina. Ora se termina.
Abraços, Wanderley Midei
PS: se esqueci algum amigo, me perdoem...Alem da vista fraca, a memória também está dando sinais dessa natureza.
07/12/2008
Companheiros:
Li o texto com diferentes emoções: 1) preocupado em ter sido escalado, pois de jogador de futebol não passei de algumas peladas pelo timinho do bairro do Jardim Aviação, em Presidente Prudente, quando não sonhava ainda trabalhar no Estadão; 2) deu um nó na garganta ao lembrar do fone 266-7099, acho que era esse mesmo; se não for, remeteu a lembranças de alguns de melhores anos de nossas vidas; 3) a saudade dos amigos e a vontade de reencontrá-los. Obrigado, de qualquer forma, pelo toque a inclusão em grupo tão seleto e especial. Com carinho a todos,